Sabotadores Financeiros – Ancoragem

Você costuma confiar e se prender mais às primeiras informações que você recebe com relação a algo que você precisa decidir?

Olá Protagonista, eu sou Fábio Góes e estamos falando de sabotadores financeiros.

O nosso grande astro de hoje, é um padrão de comportamento que te faz agir de maneira, muitas vezes, não assertiva para as suas finanças pessoais e para a sua vida como um todo.

Vamos falar a respeito da ancoragem.

Ancoragem é quando eu coloco um peso de crença e até de sentimento com relação à primeira informação que eu recebo sobre determinada coisa, pessoa, situação ou circunstância e essa primeira informação se torna uma base para que eu separe e avalie as informações que são recebidas posteriormente, ou seja, a primeira informação é como se fosse uma âncora onde eu já me baseio para definir se as informações subsequentes são “melhores” ou “piores” e a partir daí eu tomo a decisão.

O grande perigo da ancoragem está no fato de que as pessoas estão a todo momento comparando tudo e que muitas vezes, as pessoas podem agir por impulso e comprar coisas de que não precisam no momento, principalmente por questões de ansiedade e baixa autoestima, ou podem comparando situações, aparentemente parecidas, mas  que não são passíveis de comparação justa e aí entrarem em outros ciclos de autossabotagem em paralelo.

Como assim, Fábio, não entendi? Vou te dar 2 exemplos:

Semana de Black Friday no Brasil é sempre uma emoção. Semanas antes, os valores de grande parte dos produtos e serviços em oferta, sofrem elevações em seus preços e as pessoas desavisadas que procuram aquele produto ou serviço, ancora sua expectativa no preço consultado do item que deseja.

Quando chega a semana promocional e o valor entra “em oferta”, como a pessoa consultou pouco antes e viu que o preço estava muito maior, aquilo provoca uma sensação de que é uma barganha e se a pessoa estiver buscando por algo para suprir uma ansiedade ou mal estar emocional ou for muito influenciável por anúncios sensacionalistas, possivelmente comprará para aplacar aquele vazio ou por achar que está tendo uma vantagem por comprar “tão mais barato” e possivelmente se arrependerá depois ou simplesmente não usará o artigo comprado.

Outro exemplo é quando você vai comprar um carro, por exemplo. Comumente, você se interessa pelo carro, se o vendedor fizer direitinho o dever de casa, ele vai te encantar e te envolver, fazendo com que você perceba que precisa ter aquele carro, porque com ele, você vai e a sua família vão ter mais conforto e tranquilidade.

Quando você compra a ideia, automaticamente, você já tem certa dificuldade em imaginar a sua vida sem ele.

 O gran finale é quando você vai negociar com o vendedor e percebe que ainda vai pagar um valor menor do que estava esperando, pois a primeira coisa que você consultou antes de sair para comprar, foi o valor do objeto de desejo.

O que você consegue perceber algo em comum, nos dois exemplos que eu acabei de dar?

Nas duas situações o valor da oferta inicial é diferente do valor de fechamento de venda e também, ambas as situações tem um elemento que é justamente o que, segundo levantamentos feitos por institutos como IBGE e SPC, tem sido um dos maiores fatores de o índice de endividamento e inadimplência da população estarem tão altos no dias atuais, emoções envolvidas na compra.

As pessoas tem comprado para satisfazer ou mudar sentimentos, mas, muitas vezes não dá certo.

Entenda que para ter suas finanças pessoais em ordem e poder tomar decisões mais seguras que vão te impulsionar a uma vida mais leve, você deve mudar comportamentos e atitudes.

Para isso, você deve começar, a partir de agora a tomar melhores decisões que num primeiro momento, serão difíceis, mas que vão te garantir o sono e uma vida financeira rica e próspera no futuro.

Pare imediatamente de tomar as primeiras informações sobre algo como uma verdade. Busque outras informações sem julgá-las como melhores ou piores e se realmente quiser muito comprar uma coisa já num primeiro momento, faça um teste: Respire e não compre imediatamente aquilo. Espere por uma semana.

Se você ainda estiver com aquele mesmo ímpeto que estava no momento inicial, aí talvez seja o momento de comprar, mas, você vai ver que fazendo estes simples exercícios, você vai deixar de comprar no impulso e vai se tornar mais analista quanto as informações que chegam.

Isso faz sentido para você? Então, pense à respeito, mude a sua postura e viva a vida que você merece.

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